Evento de dois dias reuniu secretários de saúde, conselhos de saúde, médicos, enfermeiros, técnicos e diversos outros profissionais da área

 

A Prefeitura de Fortaleza, através de Secretaria Municipal de Saúde, realizou entre os dias 30 e 31 de janeiro, na Universidade do Parlamento Cearense (UNIPACE), o I Seminário sobre Febre Chikungunya e outras Arboviroses do Nordeste, que reuniu durante dois dias, cerca de 500 participantes para discutir formas de combate e enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti. O COSEMS/CE foi parceiro do evento e na abertura esteve representado pelo presidente da entidade, Josete Tavares e pela secretária executiva, Cacau Queiroz.


O seminário teve como objetivo promover conhecimentos nas áreas clínicas, vigilância, pesquisa, educação e outros setores, além de buscar a capacitação de gestores, pesquisadores, técnicos e profissionais da área. “Nós tivemos o privilégio de trabalhar o ano inteiro com vários secretários municipais e seus técnicos, secretaria de educação, as regionais, todos focados no combate ao vetor. Então, nós trabalhamos prioritariamente quatro linhas: A linha epidemiológica, que é o conhecimento da patologia; o combate ao vetor, que é o combate ao mosquito; o manejo clínico da doença, que é o que nós estamos fazendo neste evento; e o quarto ponto foi a estruturação da rede assistencial”, relatou Joana Maciel, secretária de saúde de Fortaleza.


Nomes importantes do cenário nacional, estadual e municipal engrandeceram os debates; o coordenador de Vigilância em Saúde de Fortaleza, Nélio Morais; o secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Jurandi Frutuoso; o coordenador de Vigilância e Resposta às Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, Márcio Garcia; a Coordenadora de Promoção e Proteção da Saúde do Estado do Ceará, Daniele Rocha; a representante da Vigilância Epidemiológica do Rio Grande do Norte), Maria de Lima e o representante da Fiocruz, Rivaldo Venâncio.


Sem deixar de destacar a epidemia de Chikungunya no Estado do Ceará ocorrida no último ano, o coordenador de Vigilância do MS, Márcio Garcia, apresentou o cenário epidemiológico nacional das arboviroses dos últimos anos, apontando a redução do número de casos notificados e óbitos no ano de 2017. “Nacionalmente conseguimos atingir bons resultados e isso é fruto, especialmente, de uma união das três esferas de governo com a participação ativa das secretarias municipais de saúde, até porque o combate ao vetor, quem está na linha de frente são os profissionais dos municípios”, pontuou.

Garcia ainda comentou sobre o aumento do número de casos da febre amarela, especialmente, na Região Sudeste. “O que é atípico e que chama atenção são realmente estes casos de febre amarela silvestre cada vez mais se aproximando das grandes cidades, mas isso é fruto do crescimento populacional, às vezes desordenado, quando muitas vezes nós humanos invadimos as áreas de mata, então estamos colhendo um pouco as consequências disso”. Ele ainda frisou que o Ceará não é área de risco para doença. Informações e recomendações sobre a vacinação podem ser acessadas no site do Ministério da Saúde (acesse o portal do MS e saiba mais sobre a Febre Amarela http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao).

 

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