WEB discute ESF no contexto da COVID no Ceará

O COSEMS CE participou nesta quinta-feira (18), através do vice-presidente Rilson Andrade, da Webconferência Estratégias Saúde da Família e Covid-19: saberes e fazeres no Ceará. Promovida pelo Núcleo de Tecnologias e EaD em Saúde da UFC e Observatório de Políticas Públicas em Saúde da UFC, o encontro reuniu grandes profissionais do SUS para uma avaliação do quadro atual da pandemia no estado e projeções para o futuro do SUS.

A coordenadora da Estratégia Saúde da Família do município de Horizonte, Inês Amaral, iniciou trazendo para o público a reflexão sobre as mudanças impostas aos atributos da Atenção Primária e o desafio da reorganização dos territórios. Para ela a situação extrema trazida pela pandemia mostra que é preciso “aprender a aprender” e que os profissionais da saúde mostram a cada dia a capacidade de se reinventar. “As instituições formadoras precisam fomentar e nós, dos serviços, precisamos estar atentos.  A demanda é complexa e nós precisamos aprofundar esta compreensão sobre a Estratégia Saúde da Família”, refletiu sobre o desafio que se impõe.

O município de Icapuí também esteve presente, através do secretário de saúde, Reginaldo Chagas. Segundo o gestor, as particularidades do seu território contribuíram para o controle dos casos, como o fato de não ter regiões com grandes aglomerações. Porém, a desinformação foi citada como motivo para que, no início, muitos cidadãos positivados não acreditassem no diagnóstico. “Passado o susto inicial, o SUS, em todas as dimensões deu a sua resposta. A necessidade de termos um sistema integrado e a disponibilidade dos trabalhadores no enfrentamento dessa pandemia, para mim é o que fica”, resumiu.

O vice-presidente do COSEMS, Rilson andrade, também avaliou a pandemia relembrando seu estágio inicial, quando a diretoria executiva da entidade esteve, de forma repentina, entre o desafio de orientar os gestores municipais e gerenciamento da crise sanitária em seus municípios, mas destacou a atuação da assessoria técnica e a importância da capilaridade da Rede Colaborativa para o fortalecimento do apoio prestado pela entidade.

De acordo com Rilson os desafios enfrentados nesta pandemia mostram que apesar das diferentes realidades municipais, muitas necessidades são semelhantes e que o apoio mútuo e da secretaria de estado tem feito a diferença. “Não seremos mais os mesmos. Eu percebo uma nítida mudança nos profissionais neste processo de 90 dias. Temos este grande desafio daqui para frente de nos adequarmos a nova realidade pós-pandemia”, encerrou.

Odorico Monteiro, representando a Fiocruz no debate, trouxe uma análise sob uma perspectiva internacional, citando experiências como a Itália, onde, segundo o pesquisador, a política assistencial apresentou enormes falhas, especialmente com os idosos. No caso brasileiro, Odorico comentou a crise institucional e a política negacionista do governo federal como grandes barreiras para a eficiência do enfrentamento ao coronavírus.

Apesar dos problemas citados, o pesquisador afirmou que o SUS tem mostrado sua força através do poder de superação dos profissionais e destacou a importância do fortalecimento das residências multiprofissionais e do NASF. Para finalizar, aspirou:

“Precisamos incluir na sociedade esse sentimento de pertencimento do SUS como valor da sociedade brasileira. Essa coesão que está acontecendo com as equipes de saúde e esta unidade entre secretários municipais, estaduais e governadores é algo que deverá ser um legado importante”.


Assessoria de Comunicação do COSEMS/CE

Fernando Cruz / Mário Cabral / Pedro Luna
Telefone: (85) 3101.5444

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